Flávio Jabbur
Muitas vezes
falamos sem parar! E quando conversamos com Deus então é que aproveitamos para
falar mesmo: pedimos, reclamamos, cantamos, oramos, desabafamos...
Porém, esquecemos de ouvi-lo também... É verdade que a oração brota da
palavra, mas também a palavra precisa de momentos de silêncio.
O silêncio não é somente a ausência de palavras; é também a falta de
pressa e afobação; é calma, paciência, interiorização, atenção e espera.
Durante a celebração litúrgica, observamos três tipos de silêncio:
FUNCIONAL
Objetiva que determinadas palavras ou gestos sejam percebidos por todos, sem
incômodos de ruídos, barulho ou movimentos.
DE ESCUTA
Prepara para o início das leituras e orações. É uma atitude interior, que
visa concentração e expectativa naquilo que deverá ser falado.
DE COMUNHÃO
Deve ocorrer principalmente após as leituras e a homilia, e após a comunhão.
É o momento de ficar em silêncio diante do Senhor e deixar que tudo o que
foi feito e falado ressoe e penetre lentamente dentro de nós, assim como a
chuva penetra no campo, como a luz do sol entra pela janela e clareia toda a
casa, como as ondas do mar que vêm bater na areia da praia...
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